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Meio conteúdo

postado por Beto

A revista Fast Company lança anualmente a lista 100 Most Creative People in Business. Entre essas 100 geniais pessoas, Zachary Lieberman me chamou muito a atenção por desenvolver um projeto genial com James Powderly, o Eye Writer.

Na minha opinião, o EyeWriter é um perfeito exemplo de como deveria ser a utilização da tecnologia. Ela não é a grande protagonista, está a serviço das pessoas de maneira eficiente e simples. Uma vez li o artigo de um professor do MIT defendendo que quanto mais transparente for a tecnologia, mais próxima do seu ideal de consumo ela estará. Quando ligamos a televisão, fazemos o uso inconsciente, involuntário ou transparente de uma rede elétrica, assim será com a internet e assim será com o uso racional de qualquer nova tecnologia que quiser fazer parte da nossa sociedade de maneira sólida.

Na publicidade, a tecnologia deveria ser percebida como algo secundário também. Pessoas são e sempre serão os grandes protagonistas das histórias mais bacanas, independente de sua forma. A Toyota provavelmente conheceu o trabalho do Zachary Lieberman e quis utilizá-lo. Entretanto, na minha opinião, eles simplesmente esqueceram de pensar nas pessoas. Achei a idéia gratuíta:

A era do exibicionismo

postado por andre

Durante os próximos 8 minutos, esse senhor acima fará lipoaspiração em si mesmo. Ele diz que sabe o que está fazendo. Assita o filme todo e depois me conte o que acha do resultado.

Quando assisti pela primeira vez, fiquei um pouco chocado. Não exatamente pelo fato do fulano não precisar de lipoaspiração (poderia se alimentar melhor e ir malhar, não tava assim tão ruim) e nem pelas situações novas para minha retina tais quais fazer essa porra sozinho em cima da cama, durante horas, barriga roxa, cânula entrando e quase rasgando a pele, etc. Mas sim pelo fato dele ter cuidadosamente filmado (e dublado?) tudo com carinho meticuloso.

O que ele esperava obter desta exibição?

Isso é um sinal dos tempos digitais. Acho que as pessoas não estão certas do que querem ao exporem suas vidas abertamente para qualquer um bisbilhotar. É um ciclo voyeurístico onde o exposto procura preencher seu vazio com o espanto, apoio ou rechaço do outro que assite, e o espectador procura um pouco de substância para preencher seu ego com curiosidades que elevam seu status perante seu grupo e perante si mesmo, afinal “que trouxa esse cara!” é o que provavelmente pensarão. É interessante ver pessoas testando seus limites e se colocando em posição confortável de juízes dos dramas cotidianos.

Isso logicamente toca no caso recente da mulher de Sorocaba que é traída por sua suposta melhor amiga e resolve “se vingar” colocando o filme no YouTube. O que era da esfera pessoal e poderia ser tratado como tal agora tem o papel de transformar a acusadora em mártir dos bons costumes da sociedade, novamente em busca do preenchimento da tristeza com o apoio ou rechaço do outro que assiste. O que realmente acontece é que ela será possivelmente indiciada a uma cacetada de processos criminais e ficará um pouquinho em cana para acalmar os ânimos.

Interessante como a importância da validação dos atos corriqueiros é hoje extremamente rápida. Esses atos são fotografados, filmados, descritos em texto, cantados, parodizados, enviados por SMS, expostos para que amigos imediatamente se pronunciem a favor ou contra (Twitter e outros). Pessoas se filmam malhando, festejando, escovando os dentes, cantando no banheiro, fazendo bolo, trepando -- e tudo estará ao alcance de 6 bilhões de pessoas em minutos.

Estamos vivendo uma época onde a opinião do outro conta demasiadamente, e estamos nos formatando não para viver uma vida agradável, e sim para agradar muita gente que pouco importa.

O marketing pessoal reina.

Teste? Que teste?

postado por andre

No post anterior Beto menciona o gênio de Ford criando a estrutura da linha de montagem. Sorte da indústria da época e possível trauma de estruturas criativas de hoje? Isso me faz lembrar algo que li recentemente sobre Ford, e dizia mais ou menos isso: “Se eu fosse perguntar o que as pessoas queriam, elas teriam me dito que queriam cavalos mais velozes”


Isso logicamente também se conecta com o famoso teste da Sony para seu então-novo produto, o Walkman. Um focus group, provavelmente nos idos dos anos 80, indagado sobre a cor que os deixa felizes, radiantes, passa boas energias, dá a sensação de movimento e de atividade (não soa como um perfeito teste de marketing?), teria escolhido o amarelo. Supostamente a escolha foi unânime e todos da pesquisa sairam com a sensação de missão cumprida.

Na saída, os convidados poderiam levar para casa qualquer um dos walkmans em dezenas de cores que estavam disponíveis para o teste que havia terminado. Invariavelmente, todos saíram de lá com o Walkman preto.

O que isso quer dizer? Que testes são desnecessários? Que as pessoas nunca sabem o que querem, portanto cabe a nós continuar inventando e testando um sem-fim de novas possibilidades?

Não exatamente.

Eu acredito em testes. Em testes de conceito, em testes quali e quanti de público e comportamento, de insights, de performance, de usabilidade. Mas acredito também na resolução de problemas de um modo mais orgânico, espontâneo, caótico. Ninguém sabe de onde a solução pode aparecer.

Tenho um pouco de bode do modus operandi americano de tudo testar. É na verdade uma fulga generalizada do risco, da espontaneidade, de ter que tomar decisões que podem afetar o negócio para bem ou para mal. É o middle management cagando nas calças pelo seus empregos, é o big-shot sem crenças e ideologias focadas.

Permanece em mim a sensação de que a maioria dos grandes saltos de tecnologia ao longo das décadas realmente não foram dados através da cuidadosa observação e metrificação do comportamento humano, e sim por alguns gênios solitários, normalmente outcasts sociais, que tinham uma paixão inexplicável, uma idéia fixa, uma coragem arrasadora de ir contra o status quo vigente e ousar.

Fica aí minha admiração pelos grandes gênios solitários de outrora e pelas grandes empresas de pesquisa de agora. Ainda é impossível entender a fórmula da criatividade.

PS. Engraçado saber que hoje, depois de 30 anos de sua invenção, adolescentes têm dificuldades em mexer num Walkman e o acham complicado demais.

Chão de fábrica

postado por Beto

Todos nós já ouvimos histórias sobre o modelo T de Ford e alguns de seus ensinamentos: “Se eu perguntasse as pessoas o que elas gostariam, teriam me dito que queriam um cavalo mais rápido“. Além da citação bacana, o carro também podia ser consertado sozinho, era democrático e acessível para os próprios operários da fábrica, que trabalhavam no inovador modelo de linha de montagem, etc.

Uma das práticas mais difundidas foi essa última, a linha de montagem. Copiada, adaptada e encenada, acusada pelos recursos humanos, resignificada pelos japoneses e ainda praticada. Sim, ela é muito praticada por diversas indústrias pois estabelece uma forma prática de padronização de processo porque simplesmente limita ele. A probabilidade de erro é menor quando temos menos espaço pra isso, certo!?

Mas hoje vivemos na era do pós-hiper-homo-gastro valorização das pessoas, como é possível que criminosos ainda pensem nesse formato? Então, ouvi essa pista em uma discussão no Creativity com o estrategista da BigSpaceship, @ivanovitch: “One thinks about things and actually doesn’t do anything and the other does things but actually doesn’t think about anything. And at Big Spaceship what’s been really wonderful is that because everyone works on stuff together that doesn’t happen, everyone is responsible for thinking about what they are doing and making the things we think about happen“.

Comecei a pensar se nossa indústria não vive uma espécie de linha de montagem: O cliente passa um briefing para o atendimento, que brifa o planejamento, que brifa a criação, que brifa mídia, que brifa a produção e, se tudo der certo, o consumidor vai engajar-se bem de acordo ao briefing.

Pessoas sempre se comprometeram com o que elas participam e são envolvidas. Numa indústria que vende idéias, a padronização faz muito mais sentido como cultura do que processo. Será que somos cúmplices de nós mesmos e não sabemos disso?

Holografias e 3Ds

postado por andre

A maior beleza deste projeto foi a maneira inventiva com a qual esse grupo conseguiu um efeito holográfico com técnicas simples que não tem nada de holográficas e nem precisam de materiais especiais. Basta usar de uma maneira muito criativa o acelerômetro do hardware.

Enquanto muitos estão indo atrás de novas tecnologias (grande missão!), outros estão utilizando tecnologias já existentes -- e que aliás surgiram ontem -- de maneiras muito criativas, para que elas cheguem ao grande público e causem um grande impacto.

Este não é o caso do projeto acima da Rossi. Sem entrar no mérito de ser ou não algo inovador, o formato dá função grandiosa à uma tecnologia que é vista 99% das vezes aplicada em bobagens: realidade aumentada.

Tem toda essa confusão de abrir um site, ver pela câmera, ter que pegar seu helicóptero particular e olhar o prédio de cima apenas… esses trâmites complexos limita muito a aplicação. Porque não fazer um poster com o código na frente do terreno onde as pessoas possam pegar seus celulares na hora, digitar uma URL e conseguir ver o prédio? Ou até ter um graaaande poster reticular onde os milhões de carros que passam ali na frente possam ver o prédio num fake 360 à medida em que vão passando?

Certamente deu o PR necessário para gerar alcance e interesse do público -- e por isso é muito bem sucedida -- mas não me deixa comovido.

O melhor exemplo para mim é certamente o projeto da FedEx: inteligente, pois usa a tecnologia para algo realmente funcional. Não é uma bobagem que vai sumir depois que a imprensa terminar de mastigar a informação.

https://www.prioritymail.com/simulator.asp

Ace of Spades – versão fanfarra-acústica

postado por finaga

Genial!

Via update or die

Will Twitter #fail?

postado por andre

I ask myself who the fuck has the patience to tweet his minute-by-minute live events. Apparently, a lot of people. It’s no news that right this minute the media is calling Twitter the “new Google” for its power to search what people are thinking and doing right now, as opposed to a few hours or a few days ago.

Granted. Great tool. But who the fuck wants to consume other people’s trivial shit, like knowing that they are thinking of eating soup in 1 hour, or that they are delayed for a meeting, or that they are finishing a presentation, or that they just finished walking the dog? You would think a few years ago that it made sense that only their mama would sign-up for their feed but no, oh no!

I have dubious feelings towards the tool. I do think it generates an unprecedented level of opportunities for those who tweet something somewhat useful, but also anxiety. After all, the purpose is to ego-caress, logically, by showing the world how relevant or irrelevant your life may be. And that can be tiring. It’s like trying to please an immense audience all the time. We love when we are relevant. And the minute we stop producing content, we are forgotten. Taking that power away form us is what hurts and keeps us going.

That brings us to the current state of things, where everyone became mini-marketeers, trying to sell their “brand”, themselves, as best as they can, in hopes of acquiring a small sect of followers, lovers, fans for…. what was the purpose again? Lots of us hope that this synergy will bring more friends, more opportunities, more love and sexual interests. And I suppose it does.

What it also does is banalize relationships that, in the past, where constructed with a little more than a “hello, add me, follow me”. We all know that loads of the friends we make on any social media service could very well desert our lives tomorrow and we wouldn’t shed a tear.

But it brings us comfort to know we are loved and desired (in some level) by a bunch of people we do not know. We are competing against each other, in hopes of gaining what Andy Warhol so wisely coined, their 15 minutes of fame. Well, nowadays, even the largest of feats will only get perhaps 1 minutes of fame, for there are so many hopefuls for the position.

So, to the point again, what do I like about Twitter? I like it because it’s the new thing people are doing all over the world. And it fascinates me how fast people take on a new trend in this globalized world or ours and make it a substantial part of their living. Can we live without a cel phone again? Without sending emails? Without meeting new friends online? It fascinates me how technology has been shaping the world and how the transformations are so damn rapid these days.

So, for you, is Twitter just another Second Life gimmick, or is it the new cel phone reality?

Advertising for Dummies

postado por finaga

Advertising Ethics 101
- Never promise something you can’t deliver. ALWAYS use a safety Asterisk. Then no one will be able to sue your ass.

Japanese Entertainment

postado por finaga

Oh the first dog drooling. Poor dog.

INdigest 23

postado por finaga

Wel come Maguila!

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