Arquivo Referências Phoda

criatividade ≠ inovação

postado por Beto

Vijay Govindarajan é professor de International Business e escreve no Harvard Business Review. Neste post ele conta que realizou uma pesquisa com diversos gerentes de empresas para questioná-los qual era a definição de inovação e muitos deles responderam algo associado com criatividade. No mesmo post, Vijay comenta que inovação não é criatividade. Criatividade diz respeito à ideias e inovação sobre como executá-las.

Lendo este post, lembrei de uma pessoa que tem uma definição para tal questão que acho genial, simples e no ponto, daqueles aforismos que levamos pra vida. Yves Behár, da Fuse Project, disse o seguinte: Ideia é conceito, inovação é processo.

O sujeito realmente tem moral pra falar. Ele foi responsável pelo One Laptop Per Child, Jawbone Bluetooth e, dando mais uma pesquisada ali e aqui, encontrei este case muito bacana, talvez o mais recente da Fuse, que realmente reflete o pensar na inovação como processo, em design como processo, em accountability, enfim, os vídeos falam por sí:

Case:

Explicação do Yves Béhar:

Meio conteúdo

postado por Beto

A revista Fast Company lança anualmente a lista 100 Most Creative People in Business. Entre essas 100 geniais pessoas, Zachary Lieberman me chamou muito a atenção por desenvolver um projeto genial com James Powderly, o Eye Writer.

Na minha opinião, o EyeWriter é um perfeito exemplo de como deveria ser a utilização da tecnologia. Ela não é a grande protagonista, está a serviço das pessoas de maneira eficiente e simples. Uma vez li o artigo de um professor do MIT defendendo que quanto mais transparente for a tecnologia, mais próxima do seu ideal de consumo ela estará. Quando ligamos a televisão, fazemos o uso inconsciente, involuntário ou transparente de uma rede elétrica, assim será com a internet e assim será com o uso racional de qualquer nova tecnologia que quiser fazer parte da nossa sociedade de maneira sólida.

Na publicidade, a tecnologia deveria ser percebida como algo secundário também. Pessoas são e sempre serão os grandes protagonistas das histórias mais bacanas, independente de sua forma. A Toyota provavelmente conheceu o trabalho do Zachary Lieberman e quis utilizá-lo. Entretanto, na minha opinião, eles simplesmente esqueceram de pensar nas pessoas. Achei a idéia gratuíta:

Quero uma Barbie.

postado por Beto

Em um mundo plano e com as mesmas referências, uma parcela da diferenciação surge de um consumo diferente de informação, sem preconceito, estereótipos, superficialidades e futilidades: a Barbie. Ela lançou uma promoção para o verão americano com duas inovações muito interessantes, promoção 2 em 1:

A primeira, que na verdade é mais uma ideia criativa, está na utilização do Foursquare, ferramenta pop do momento e que já vale quase 100 milhões de dólares. Tanto ele como o Gowalla refletem esse momento do consumidor como o tomate seco da vez, beneficiando mayors e ajudando a tornar a personalidade digital das pessoas mais interessante (ou não) através dos badges. Mas a marca foi no sentido inverso e, ao invés de estimular os usuários a darem check-in nos lugares, ela passou a dar check-in aonde estaria e as pessoas tinham que ir até lá para ganhar brindes. Nada novo e muito óbvio, já que a marca é um personagem.

A outra, e essa sim uma grande inovação, está no produto. Depois de diversos lançamentos com todas cores de pele, cabelo, roupas e namorados; a Barbie navega a favor dos ventos tecnológicos e lança uma boneca com uma câmera fotográfica dentro, onde as meninas (ou meninos) podem tirar fotos a partir da boneca e descarregá-la no computador. Em um momento em que se fala de internet ubiquida para talvez daqui a 5 anos, já vemos pequenas manifestações de como isso poderia ser praticado. Vale a reflexão sem restrições.

Aqui segue o vídeo da promoção:

Like all great things, this too must end.

postado por Beto

A campanha The man your man could smell like, da marca Old Spice, criada pela Wieden+Kennedy de Portland, é uma das melhores coisas que aconteceram nos últimos tempos. Eu não estou falando pelo GP de Film em Cannes mas de uma uma estratégia de redes sociais extremamente inteligente, que conseguiu manter a conversa ativa por um perído longo e que, depois de terminado Cannes, na minha opinião, foi a protagonista do ápice criativo da campanha.

O Old Spice Guy, Isaiah Mustafa, começou a enviar vídeos resposta via Twitter para as pessoas que tinham escrito sobre ele, seja através de blogs, comentários no YouTube ou perguntas no Yahoo Respostas. Mas a grande sacada dos criativos da W+K foi focar em pessoas e marcas extremamente influentes na internet, como o Perez Hilton, Kevin Rose, Gilette, Twitter e Chicago BlackHawks, time americano de hockey, entre outros. Para essa marca, só de interagir com um time de hockey já valeria a pena.

A costumeira e cansada maneira de fazer ações com blogueiros já era, ela estava viciada, migrando para algo não distinto de um lobby, muito mais político do que meritocrático. A estratégia da Wieden prova novamente que o valor está nas idéias, ela coloca em prática algo como um metaseeding e consolida que a palavra viral não é substantivo (algo que é) mas verbo (algo que acontece e é consequência). Até que se prove o contrário, o canal do YouTube com mais de 53 milhões de visualizações e terceiro canal patrocinado mais assinado de todos os tempos lança um novo formato. Pela sua proximidade, influência e poder de engajamento, acredito que estamos presenciando o início de uma nova maneira de trabalhar as marcas nas redes sociais.

Mas, depois de 6 meses de campanha, Old Spice Guy se despede com seu humor e elegância de sempre: “I consider you my dearest and closest internet friends. I’ll never forget this time we spent together. I love you. Always”:

Mas será que essa é realmente uma despedida?
Depois de algumas surpresas, não duvido que surjam novas! E você?

I’m on a horse!

Contemporâneo descobrimento

postado por Beto

O infográfico do Facebook feito pela Visual Economics mostra a magnitude da rede social. Mais de 500 milhões de usuários, 200 milhões deles acessam diariamente, 70% utilizam aplicativos, a fan page do Michael Jackson tem 13.3 milhões de fãs, existem mais de 62 milhões de usuários mensais de Farmville, entre outras “oportunidades” de comunicação para o nosso mercado:

A grande dúvida é se devemos comunicar uma marca para o público brasileiro através do Facebook. Analisando os usuários presentes de acordo com o Facebackers, que coleta dados a partir do Facebook Statistics, no Brasil existem menos de 5 milhões de usuários, isso significa uma penetração de 7% dos nossos usuários online e apenas 2,48% de toda nossa população.

Putz, que apunhalada esses números do Brasil, inferiores a Argentina, Colômbia, Venezuela e Chile! Felizmente, existem outras informações que são muito mais representativas no mundo digital, principalmente relacionadas ao comportamento do público, como ciclo de influência, motivações de relacionamentos, nível de participação, entre outras. Ainda não existem análises consagradas e seguras de sucesso para o universo online, temos ainda poucos cases em um ambiente de constante mudança, mas é nesses momentos que sobressai a intuição e a vontade da descoberta, nesses momentos que temos as grandes “oportunidades”.

8 ways to kill an idea

postado por delfino

ideia

An illustraded guide to seven ways to kill an idea. Delicate illustrations by Scott C.

Bizarricces e belezas em design de uma viagem ao sudeste asiático

postado por andre

Durante 3 semanas viajando por Hong Kong, Macau, Thailândia, Laos, Cambodia, Vietnam, Malásia e Cingapura capturei sem pretenção alguma de fazer uma lista, alguns designs lindos e outros péssimos e outros ainda curiosos dessa região.

porco

Cyndi X Madonna

postado por andre

Me lembro com 10 anos de ver a batalha entre Cyndi Lauper e Madonna. Madonna era dos mauricinhos e tarados por cultura americana. E Cyndi a da voz esgarniçada, filme goonies, meio estranha demais. Depois Madonna virou putona, falou de sexo e chutou a Cyndi da frente. Acreditem, elas eram comparadas na decada de 80. Ambas loiras, “loucas”.
Hoje Dna. Madonna é um produto da cultura pop enlatada e Cyndi continua lá com seu banquinho, todando ela mesmo seus instrumentos, com uma voz que é única e ainda me arrepia. Ponto pra ela.

Misturas

postado por andre

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World Press Photos 09

postado por andre

world

Visitei em Amsterdam hoje. Não sei se vai ao Brasil este ano. Achei muito menor do que em em anos passados. Ainda, fotos incríveis, claro.

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    Gelado | Thiago - Diretor de Arte